quarta-feira, 18 de julho de 2012

De repente era amor

 
 
De repente era amor. Foi assim mesmo, de repente eu te vi, de repente te amei, de repente já vivia por você. Quando me dei conta eu já suspirava de vontade de te ver, meu coração batia forte por te encontrar, chorava de saudade e escrevia por amor. Intenso, rápido, único. É assim que costumo definir o amor que sinto por você.
De repente te queria perto, de repente fui ao teu encontro, de repente gritei pelo seu nome, de repente você me atendeu. De repente te chamei de anjo, de repente você apareceu pra mim como um. De repente me senti inteira porque a parte que me faltava você chegou e completou.
De repente não mais que de repente eu escolhi esse amor pra viver. Só porque é você.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Ainda chego lá





Estou olhando para um caminho agora. Estreito, longo, com algumas curvas. Meu coração pulsa em um ritmo mais acelerado me avisando que é hora de dar mais um passo. E se houver algum buraco logo após aquela árvore? "Voce não saberá se não chegar até lá." alerta uma voz dentro de mim.
Um passo. dois. Tres... Estou acelerando o ritmo agora, chego a não sentir meus pés no chão, quase consigo voar, meu coração por pouco não sai pela boca me avisando que é hora de ir mais devagar. "Com tanta pressa acaba perdendo a beleza do caminho." Hora de desacelerar. Dou meio passo, afinal de que aidanta chegar ao fim do trajeto sem conhecer cada canto do caminho por onde passei? Observo as borboeletas enfeitando a beira da estrada, alguns passarinhos voando em meio as árvores e algumas pedras que incomodam, mas não chegam a me desequilibrar. "Tem razão coração, hora de respirar e ir de uma forma mais lenta."
"Voce vai chegar lá" grita uma voz dentro do meu peito quase me rasgando interiormente. "Eu sei coração. Mas obrigada por me lembrar disso." Paciencia.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Amor mal disfarçado



Ainda bem que hoje o que me separa de você são apenas algumas ruas. Seria triste se fossem alguns quilômetros a mais. Se sentir saudade da sua voz eu posso ir escutá-la ao invés de pegar o telefone e inventar uma desculpa nem um pouco cabível pra explicar a minha ligação tão fora de hora e se à vontade do teu cheiro e do teu toque for maior que qualquer outro desejo eu corro rápido pra te encontrar não tendo que me importar com hora ou transito ou muitas pessoas. É só andar, dar alguns passos e respirar fundo pro coração não sair pela boca. Chegar e dizer: “Oi, queria saber como você está”, com vontade de dizer: “Estou aqui sempre que precisa e até mesmo quando não precisar e isso não têm data pra terminar”.
Mas no fundo ele sabe, claro que sabe. Eu passo um rímel que é pros meus cílios se destacarem e um batom rosa pra transmitir casualidade pra ver se assim me disfarço e deixo tudo nas entrelinhas. Mas ele sabe.  Sabe inclusive que se pareço calma é porque estou nervosa e se pareço nervosa... Bom, é porque realmente estou. Sabe que não há nada nesse mundo que eu não seria capaz de fazer pra vê-lo bem e que se me silencio é porque estou morrendo de vontade de gritar –pra fora –o que eu já cansei de gritar pra dentro.
É realmente esse amor mal disfarçado que faz de mim um ser intrigante. Não é difícil desvendar, acontece que você não nasceu pra isso. Ele sim. Por isso pode estar subentendido o quanto for que ele vai bater o olho e dizer: “Essa foi pra mim”.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O enigma do recomeço



É tão dificil assim recomeçar? Só queria saber a sua opinião sobre essa pergunta.
Sei lá, é complicado dar stop naquela música que é teu vicio e apertar play em outra que você nunca ouviu falar.  Talvez futuramente essa música seja tema de algum momento que te marcou e aí ela será seu mais novo vicio. Talvez...
Mas por enquanto ainda estou presa aqui, com a mão em cima do stop, com medo de apertar. E se me esquecer da melodia, letra e cifras?
Volto a pergunta inicial. É tão dificil deixar de lado certas coisas e começar com outras? Tanta gente pregando o desapego e não se desapegando de nada nem de ninguém.
Não sei como terminar esse texto, então o deixo assim, sem final. Porque talvez eu ainda não saiba direito o que fazer com o stop, ou o play, ou aquilo, ou aquele.
É tão dificil assim recomeçar, ou somos nós que não nos entregamos realmente a mudança?

domingo, 22 de abril de 2012

Um questão de abrir os olhos


-Mas oh! Que menina tola. Se não bastasse acreditar em anjos, ainda acredita no romantismo e na capacidade de ser feliz, como se isso fosse possível nos dias de hoje!

-Afasta-te de mim! Leve consigo seus temores. Sua rispidez não irá me afligir. Caminhe de volta para onde se perdeu... Ei, volte aqui! Estás esquecendo partes do seu coração esparramadas pelo chão. Eu bem que tentei te fazer enxergar tudo de uma maneira melhor, mas estás ocupado demais com teu vazio. Sim, eu acredito em anjos e tentei ser o seu, mas tú não queres isso.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Uma máscara visivel

Aquela velha história. Namora há quatro anos aí o relacionamento acaba. "Quando vai ser a primeira festa?" "Quantos gatinhos vão ter lá?". Por fora a aparência mais agradável e linda possível e por dentro, migalhas de tudo que sobrou. Você se sente triste, desesperado, acabado. Mas da porta pra fora faz aquela cara digna de: "Nunca me senti melhor em toda  a minha vida!".
Me diz, pra quê? As pessoas percebem sabia? É tudo tão visivel. A forma exagerada de aparecer a qualquer custo, o sorriso largo pra alguém mas os olhos na direção oposta o procurando em todos os rostos.
E eis que ele surge, com outra. "Aquela 'piiiiiii', como ele teve coragem de vir até aqui de mãos dadas com ela?!", sinto dizer, mas você acaba de se entregar. De nada adiantou toda a maquiagem e as roupas bonitas pra sensualizar o primeiro carinha bonito que você viu quando chegou, ele ainda não é aquele que você realmente queria, que mês passado era seu e fazia planos pro futuro te incluindo neles. Mas quem disse que você liga não é? O carinha bonito te chama pra dançar, vocês se beijam e você faz questão de passar na frente do seu ex exibindo o corpo malhado do 'atual' mas cá entre nós, dentro de você a vontade de soltar a mão do saradão pra voltar pros braços magrelos dele quase te corrói. Mas você não se deixe entregar -ou pelo menos acha isso- e ainda diz um oi, mais feliz e sorridente do mundo.
Bebe, sai, visita todos os lugares possiveis. Quando o vê fala mais alto que é pra ele perceber a sua presença no local e atua. Eu sei, nunca passou pela sua cabeça seguir uma carreira de atriz, mas você atua. Pra ele, pros seus amigos, pra todos presentes e o pior, pra sí mesma.
A festa acaba, você vai embora e relembra cada momento. Todas as vezes que ele passou perto de você, como ele agiu, o sorriso que ele deu quando ela pegou a bebida no balcão e entregou pra ele entrelaçando a sua mão com a dele em seguida. Aquela camiseta listrada, ele ganhou no natal, a avó que deu. "Eu estava presente naquele dia, no almoço de familia em pleno natal eu estava lá". Aquela calça que ele vestia te traz ótimas recordações, ele estava com ela no primeiro dia que se beijaram na chuva e isso te lembra que ele pegou uma gripe super forte e você saía todos os dias mais cedo de casa só pra ir ficar pelo menos quinze minutos do lado dele antes de ir pro trabalho, só pelo simples prazer da presença, só pra ele perceber o quanto era importante. E isso dói. Dói tanto que escorre pelos olhos. Ninguém te vê, ninguém te escuta, a não ser seu travesseiro. "Porque ele fez isso comigo? Eu nunca me doei tanto pra alguém, eu vivia por ele... Como tudo foi acabar assim?"
Você adormece e no outro dia a cara amassada e os olhos inchados entregam o quanto você chorou na noite passada. A sua sorte é que existe base, blush e um bom rímel. Tudo resolvido. Você abre a porta e junto com ela um sorriso. "Ninguém pode ver por de trás dessa máscara"
É aí que você se engana. É uma mascára visivel e sabe porque? Todo mundo passa por isso. Eles sabem como você se sente, já estiveram no seu lugar. Então seja você. Se sentir saudade, assuma. Esse é o melhor jeito de seguir em frente. Sem máscaras.

segunda-feira, 16 de abril de 2012



Eu gosto da maneira como o destino resolve as coisas, gosto do sabor agridoce que a vida tem e de todas as possibilidades de se sair bem em cada fase da vida.
Ultimamente venho mudando meus gostos, meu jeito, minhas manias e imperfeições. Quero ser alguém melhor e ficar agarrado a um estilo de vida só porque  "é assim que tem que ser" não combina comigo.
É inacreditável a maneira como a vida te coloca em situações pra te fazer entender os dois lados da moeda, mas acredite, na hora pode parecer louco ou complicado mas depois você verá, foi simplesmente pra te tornar diferente. Nâo seja praticante do conformismo.