quarta-feira, 25 de abril de 2012

O enigma do recomeço



É tão dificil assim recomeçar? Só queria saber a sua opinião sobre essa pergunta.
Sei lá, é complicado dar stop naquela música que é teu vicio e apertar play em outra que você nunca ouviu falar.  Talvez futuramente essa música seja tema de algum momento que te marcou e aí ela será seu mais novo vicio. Talvez...
Mas por enquanto ainda estou presa aqui, com a mão em cima do stop, com medo de apertar. E se me esquecer da melodia, letra e cifras?
Volto a pergunta inicial. É tão dificil deixar de lado certas coisas e começar com outras? Tanta gente pregando o desapego e não se desapegando de nada nem de ninguém.
Não sei como terminar esse texto, então o deixo assim, sem final. Porque talvez eu ainda não saiba direito o que fazer com o stop, ou o play, ou aquilo, ou aquele.
É tão dificil assim recomeçar, ou somos nós que não nos entregamos realmente a mudança?

domingo, 22 de abril de 2012

Um questão de abrir os olhos


-Mas oh! Que menina tola. Se não bastasse acreditar em anjos, ainda acredita no romantismo e na capacidade de ser feliz, como se isso fosse possível nos dias de hoje!

-Afasta-te de mim! Leve consigo seus temores. Sua rispidez não irá me afligir. Caminhe de volta para onde se perdeu... Ei, volte aqui! Estás esquecendo partes do seu coração esparramadas pelo chão. Eu bem que tentei te fazer enxergar tudo de uma maneira melhor, mas estás ocupado demais com teu vazio. Sim, eu acredito em anjos e tentei ser o seu, mas tú não queres isso.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Uma máscara visivel

Aquela velha história. Namora há quatro anos aí o relacionamento acaba. "Quando vai ser a primeira festa?" "Quantos gatinhos vão ter lá?". Por fora a aparência mais agradável e linda possível e por dentro, migalhas de tudo que sobrou. Você se sente triste, desesperado, acabado. Mas da porta pra fora faz aquela cara digna de: "Nunca me senti melhor em toda  a minha vida!".
Me diz, pra quê? As pessoas percebem sabia? É tudo tão visivel. A forma exagerada de aparecer a qualquer custo, o sorriso largo pra alguém mas os olhos na direção oposta o procurando em todos os rostos.
E eis que ele surge, com outra. "Aquela 'piiiiiii', como ele teve coragem de vir até aqui de mãos dadas com ela?!", sinto dizer, mas você acaba de se entregar. De nada adiantou toda a maquiagem e as roupas bonitas pra sensualizar o primeiro carinha bonito que você viu quando chegou, ele ainda não é aquele que você realmente queria, que mês passado era seu e fazia planos pro futuro te incluindo neles. Mas quem disse que você liga não é? O carinha bonito te chama pra dançar, vocês se beijam e você faz questão de passar na frente do seu ex exibindo o corpo malhado do 'atual' mas cá entre nós, dentro de você a vontade de soltar a mão do saradão pra voltar pros braços magrelos dele quase te corrói. Mas você não se deixe entregar -ou pelo menos acha isso- e ainda diz um oi, mais feliz e sorridente do mundo.
Bebe, sai, visita todos os lugares possiveis. Quando o vê fala mais alto que é pra ele perceber a sua presença no local e atua. Eu sei, nunca passou pela sua cabeça seguir uma carreira de atriz, mas você atua. Pra ele, pros seus amigos, pra todos presentes e o pior, pra sí mesma.
A festa acaba, você vai embora e relembra cada momento. Todas as vezes que ele passou perto de você, como ele agiu, o sorriso que ele deu quando ela pegou a bebida no balcão e entregou pra ele entrelaçando a sua mão com a dele em seguida. Aquela camiseta listrada, ele ganhou no natal, a avó que deu. "Eu estava presente naquele dia, no almoço de familia em pleno natal eu estava lá". Aquela calça que ele vestia te traz ótimas recordações, ele estava com ela no primeiro dia que se beijaram na chuva e isso te lembra que ele pegou uma gripe super forte e você saía todos os dias mais cedo de casa só pra ir ficar pelo menos quinze minutos do lado dele antes de ir pro trabalho, só pelo simples prazer da presença, só pra ele perceber o quanto era importante. E isso dói. Dói tanto que escorre pelos olhos. Ninguém te vê, ninguém te escuta, a não ser seu travesseiro. "Porque ele fez isso comigo? Eu nunca me doei tanto pra alguém, eu vivia por ele... Como tudo foi acabar assim?"
Você adormece e no outro dia a cara amassada e os olhos inchados entregam o quanto você chorou na noite passada. A sua sorte é que existe base, blush e um bom rímel. Tudo resolvido. Você abre a porta e junto com ela um sorriso. "Ninguém pode ver por de trás dessa máscara"
É aí que você se engana. É uma mascára visivel e sabe porque? Todo mundo passa por isso. Eles sabem como você se sente, já estiveram no seu lugar. Então seja você. Se sentir saudade, assuma. Esse é o melhor jeito de seguir em frente. Sem máscaras.

segunda-feira, 16 de abril de 2012



Eu gosto da maneira como o destino resolve as coisas, gosto do sabor agridoce que a vida tem e de todas as possibilidades de se sair bem em cada fase da vida.
Ultimamente venho mudando meus gostos, meu jeito, minhas manias e imperfeições. Quero ser alguém melhor e ficar agarrado a um estilo de vida só porque  "é assim que tem que ser" não combina comigo.
É inacreditável a maneira como a vida te coloca em situações pra te fazer entender os dois lados da moeda, mas acredite, na hora pode parecer louco ou complicado mas depois você verá, foi simplesmente pra te tornar diferente. Nâo seja praticante do conformismo.

Relatos de um 30 de Outubro



Queria te dizer que me sinto forte e que agora estou pronta para segurar a sua mão e ajudar a enfrentar qualquer coisa que vier pela frente, mas não sei se é isso que você realmente quer. A verdade é que seu cheiro ainda está em mim e eu fecho os olhos a cada dois segundos e respiro fundo, baixinho. O fato é que te vi há uma hora, mas mesmo que passe um ano todo eu seria capaz de sentir seu cheiro porque ele já faz parte de mim. Está impregnado na minha pele e aprendi a conviver com isso.
Se você soubesse como é lindo quando você segura o meu rosto com as duas mãos e direciona os meus olhos pros seus. Você me sorri e gostaria que soubesse que sou apaixonada por esse seu sorriso fraternal. Sim, eu já entendi tudo, consigo traduzir todos os seus sorrisos e esse diz: Calma, vai ficar tudo bem. Eu só retribuo o sorriso e seguro forte pra não chorar. Eu sei que você acha lindo o modo como eu sou intensa com a vida e sei também que já te arranquei muitos sorrisos por ser extremamente emocional e chorar por tudo, mas eu sei que se uma lágrima caísse do meu olho agora estragaria tudo. Você veria que eu estou com medo e eu preciso te passar segurança, porque eu sei que você também está amedrontado em relação com o que pode acontecer.
Eu te abraço desejando que aquele momento congele e dure pra sempre. Fecho os olhos e aperto o meu rosto contra o seu peito forte. “Fique aqui. Eu preciso de você. Não diga nada, não prometa nada. Só fique aqui.”. Eu queria tanto dizer isso, mas não digo nada, só continuo de olhos fechados. Acho que você entende meu silêncio e no fundo sabe que estou sofrendo com isso porque me abraça mais forte e beija a minha testa.
Me sinto segura e por um segundo eu tenho vontade de lutar, enfrentar, continuar, sorrir. Tenho certeza, se eu tivesse você assim, todos os dias, eu enfrentaria tudo. Só pra no final você me abraçar.
Você diz que precisa ir e finalmente uma lágrima cai. Eu a seco antes que você perceba e te dou o beijo mais apaixonado do mundo. Sinto que, mesmo você dizendo que nunca vai me amar da forma como te amo, está completamente envolvido. Eu sei que posso te fazer feliz, sei de tudo que você gosta e acredite, sou igual. Eu sei, nós seriamos felizes.
Seriamos, se você quisesse arriscar nisso. Quando abro os olhos você também abre os seus, na mesma fração de segundos. Nós dois sorrimos.
“Eu poderia tentar te conquistar”, é só o que consigo dizer. “A vida não é bem assim”, é só o que você consegue me responder.
Eu abro a porta sabendo que depois que eu atravessa-la voltarei pro mundo normal, onde você vai passar e me dizer um ‘oi’ de longe, meio sem graça e me dói o coração.
“Então é isso, até amanhã na escola”. Eu olho pra trás e só consigo dizer “Até”. Morrendo de vontade de fechar a porta e esperar virar a esquina só pra ter a certeza de que você não está mais olhando pra deixar escorrer toda lágrima contida.
“Eu poderia te fazer feliz garoto, eu sei que poderia. Mas o destino insiste em nos desencontrar.”



Escrevi esse texto há uns 9 meses atrás. O encontrei perdido por aqui e resolvi postar.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Inesperadamente incrível

O encontrei perdido em uma esquina, ele parecia tão assustado quanto eu. Sentei ao seu lado e perguntei o seu nome, educadamente ele me respondeu. Perguntou se eu precisava de algo e lhe disse que nada além de ficar ali, quieta o olhando. Ele deitou no meu colo e pediu para que eu afagasse seu cabelo e assim fiz.
Depois de longos minutos silenciados ele me olhou nos olhos e perguntou de onde vim e o que estava fazendo ali, segurei o seu rosto com as duas mãos direcionando seus olhos para os meus, respirei fundo e respondi: “Vim não de muito longe, pra cuidar de você, te proteger, segurar sua mão, afagar seu cabelo, me aventurar ao lado teu. Vim ser forte por você e ao mesmo tempo frágil, pra que você descubra a sua força a tal ponto que também cuide de mim. Vim te dar meu ombro, minha mão, minha perna, meu rosto, cada parte do meu corpo porque acho que me sinto tua.”
Ele me beijou, entrelaçou nossos dedos e disse: “Vamos sair daqui.” Levantando-se. “Para onde?” Perguntei. “Pra nossa vida, pra algum lugar onde eu realmente possa te fazer feliz” E foi assim, exatamente assim que encontrei o amor da minha vida. Sem buquê de flores ou cavalo branco, nada de conto de fadas ou perfeição. Na hora da tristeza, quando ele necessitava, quando eu precisei.

Nada de manusear fantoches



Coloquei minha música preferida pra tocar, ninguém ao redor, nada no coração. Sobre o que falar? A vontade de escrever me consome e eu quase me esqueço do quanto sou boa nisso. Mas não sei o que realmente vale a pena digitar.
Sei que escrevo melhor sobre minhas frustrações e tristezas, mas hoje não quero isso.
Gostaria de me sair bem falando sobre o sol que entrou pela minha janela de manhã, ou sobre como me senti feliz e importante quando vi minhas amigas na escola e elas me abraçando disseram que sentiram a minha falta.
Essa coisa de se sentir importante pra alguém é reconfortante. Apesar de. Ser humano é uma coisa incrível mesmo... Mil pessoas podem te abrir um sorriso e abraçar dizendo que você é importante e sentiu a sua falta que ainda assim fica emburrado, meio tristonho, porque aquela pessoa não fez isso. Não importa se mil pessoas sentiram a sua falta hoje, quem você realmente queria que sentisse não sentiu. Quanto egoísmo.
E lá vou eu, rodo o mundo pra cair no mesmo lugar, minhas frustrações.
Não, eu não estou triste porque a tal pessoa não sentiu a minha falta, acredite, dessa vez foi só um exemplo. E quer saber? Eu também não senti falta dela. Não sinto mais isso. Só sinto vontade de compartilhar. E isso com certeza é diferente de sentir falta.

Olho pra trás e consigo enxergar tantos erros... Será que eu realmente precisava errar tanto pra chegar ao correto? É tanta coisa envolvida, tantas pessoas e gestos e sentimentos.
Não quero mais errar. Acordei decidida. O meu ego juntamente com o egoísmo podem até tentar me fazer voltar atrás e manusear os fantoches, mas eu não farei isso. Agora vai ser diferente. Vou engoli-los. Como quem não sente, não liga, não quer. Ninguém tem culpa de nada que me frustra, eu escolhi caminhos que me levaram a isso. Posso até cair naquele buraco, mas não vou levar ninguém comigo. Não dessa vez.