Coloquei minha música preferida pra tocar, ninguém ao redor, nada no coração. Sobre o que falar? A vontade de escrever me consome e eu quase me esqueço do quanto sou boa nisso. Mas não sei o que realmente vale a pena digitar.
Sei que escrevo melhor sobre minhas frustrações e tristezas, mas hoje não quero isso.
Gostaria de me sair bem falando sobre o sol que entrou pela minha janela de manhã, ou sobre como me senti feliz e importante quando vi minhas amigas na escola e elas me abraçando disseram que sentiram a minha falta.
Essa coisa de se sentir importante pra alguém é reconfortante. Apesar de. Ser humano é uma coisa incrível mesmo... Mil pessoas podem te abrir um sorriso e abraçar dizendo que você é importante e sentiu a sua falta que ainda assim fica emburrado, meio tristonho, porque aquela pessoa não fez isso. Não importa se mil pessoas sentiram a sua falta hoje, quem você realmente queria que sentisse não sentiu. Quanto egoísmo.
E lá vou eu, rodo o mundo pra cair no mesmo lugar, minhas frustrações.
Não, eu não estou triste porque a tal pessoa não sentiu a minha falta, acredite, dessa vez foi só um exemplo. E quer saber? Eu também não senti falta dela. Não sinto mais isso. Só sinto vontade de compartilhar. E isso com certeza é diferente de sentir falta.
Olho pra trás e consigo enxergar tantos erros... Será que eu realmente precisava errar tanto pra chegar ao correto? É tanta coisa envolvida, tantas pessoas e gestos e sentimentos.
Não quero mais errar. Acordei decidida. O meu ego juntamente com o egoísmo podem até tentar me fazer voltar atrás e manusear os fantoches, mas eu não farei isso. Agora vai ser diferente. Vou engoli-los. Como quem não sente, não liga, não quer. Ninguém tem culpa de nada que me frustra, eu escolhi caminhos que me levaram a isso. Posso até cair naquele buraco, mas não vou levar ninguém comigo. Não dessa vez.

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